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Quanto custa o UroLift em SP e o convênio cobre?

Por Dr. Alexandre Sato — Urologista | CRM-SP 146.210 · RQE 61330
Conteúdo educativo, não substitui a consulta médica.

Resposta rápida: o UroLift não tem um preço único. O orçamento soma três partes: os honorários da equipe médica, o hospital e os implantes, cuja quantidade varia com o tamanho e o formato da próstata. Como o UroLift não está no rol de procedimentos da ANS, ele não é cobertura obrigatória dos planos de saúde e, em geral, é feito de forma particular. As consultas e os exames da avaliação, porém, costumam poder ser feitos pelo convênio.

Por que não existe um “preço do UroLift”

Qualquer valor publicado sem avaliação é só uma estimativa genérica. Três fatores mudam o orçamento de um paciente para outro:

  1. Quantos implantes serão necessários. Cada implante tem custo, e próstatas mais longas ou volumosas precisam de mais deles para abrir o canal. No estudo L.I.F.T., a média foi de cerca de 5 implantes por paciente, mas esse número varia caso a caso.
  2. O hospital escolhido, com o centro cirúrgico, os materiais e, se houver, o pernoite.
  3. O tipo de anestesia: local, sedação ou raquianestesia, com ou sem anestesista na equipe.

Por isso, o valor exato só é informado depois da consulta e dos exames, quando já se sabe se o UroLift é indicado e quantos implantes o seu caso pede.

O que entra no orçamento

Item O que inclui O que faz variar
Honorários médicos Urologista, auxiliar e anestesista Tipo de anestesia e complexidade
Hospital Centro cirúrgico, materiais, recuperação Hospital escolhido; eventual pernoite
Implantes UroLift Kit de implantes Quantidade, conforme tamanho e formato da próstata
Avaliação prévia Consulta, PSA, ultrassom, urofluxometria, cistoscopia Pode ser feita pelo convênio, conforme o seu plano

 

O convênio cobre o UroLift?

Em geral, não. O plano de saúde é obrigado a cobrir o que está no rol de procedimentos da ANS, e o UroLift não está nele. Na prática, isso significa que:

  • a operadora pode negar a cobertura do procedimento, do hospital e dos implantes;
  • quando o paciente opta pelo UroLift, ele costuma ser feito de forma particular;
  • a RTU de próstata, que está no rol, é a alternativa cirúrgica coberta pelos planos.

E a lei que permite cobertura fora do rol?

A Lei 14.454/2022 abriu a possibilidade de cobertura de tratamentos fora do rol. Em 2025, o Supremo Tribunal Federal (ADI 7265) fixou critérios que precisam ser atendidos ao mesmo tempo. Um deles é não existir alternativa terapêutica adequada no rol.

Como a RTU está no rol e trata a mesma doença, esse critério dificilmente é cumprido no caso do UroLift. Cada situação tem particularidades, e dúvidas jurídicas devem ser levadas a um advogado.

O SUS faz UroLift?

Não de forma rotineira. No SUS, o tratamento cirúrgico habitual da hiperplasia prostática é a RTU.

Reembolso: vale tentar?

Depende do contrato. Planos com livre escolha reembolsam conforme as regras e a tabela de cada contrato, mas, como o UroLift está fora do rol, a operadora não é obrigada a pagar. O caminho mais seguro é:

  1. pedir ao urologista um relatório médico com o diagnóstico e a indicação;
  2. consultar a operadora por escrito antes do procedimento;
  3. pedir que a resposta também venha por escrito, seja de aprovação ou de negativa.

Assim você decide sabendo exatamente o que será coberto, sem surpresas depois.

O que o plano ainda pode cobrir

Mesmo quando o procedimento é particular, boa parte do caminho até ele pode ser feita pelo convênio, conforme a cobertura do seu plano:

  • consultas com o urologista;
  • exames de sangue, como o PSA;
  • ultrassom de próstata e de vias urinárias;
  • urofluxometria e medida do resíduo pós-miccional;
  • cistoscopia, quando indicada.

Custo de curto prazo e de longo prazo

Ao comparar opções, vale olhar além do valor do procedimento:

  • Remédios contínuos. Muitos homens com próstata aumentada usam medicação por anos. Depois do UroLift, boa parte consegue suspendê-la, conforme a avaliação do urologista.
  • Retratamento. No estudo L.I.F.T., cerca de 14% dos pacientes precisaram de novo tratamento em 5 anos. Isso faz parte de uma conversa honesta sobre durabilidade.
  • Recuperação e trabalho. O UroLift costuma permitir a volta ao trabalho de escritório em poucos dias, enquanto as cirurgias que retiram tecido pedem um afastamento maior.
  • Vida sexual. O UroLift preserva a ejaculação na maioria dos casos. A RTU, coberta pelo convênio, costuma causar ejaculação retrógrada.

Comparação de cobertura dos tratamentos da próstata aumentada

Tratamento Rol da ANS Como costuma ser feito
RTU de próstata Sim Convênio e SUS
UroLift Não Particular
Rezum Não Particular
HoLEP Não Particular
Medicação Não se aplica Compra em farmácia; alguns remédios no SUS

 

Perguntas para fazer antes de fechar o orçamento

  • O valor inclui hospital, equipe, anestesia e implantes?
  • Quantos implantes estão previstos para o meu caso?
  • O que acontece se eu precisar de sonda ou pernoite?
  • Os retornos depois do procedimento estão incluídos?
  • Quais exames posso fazer pelo convênio?

Perguntas frequentes

Quanto custa o UroLift em São Paulo?
Não existe um valor único. O orçamento soma equipe médica, hospital e implantes, e só é definido depois da avaliação.

O convênio cobre o UroLift?
Em geral, não. O procedimento está fora do rol da ANS e costuma ser feito de forma particular.

O SUS faz UroLift?
Não de forma rotineira. No SUS, o tratamento cirúrgico habitual é a RTU.

Consigo reembolso?
Depende do contrato. Consulte a operadora por escrito, com relatório médico, e peça a resposta também por escrito.

O que o convênio pode cobrir?
Consultas e exames da avaliação, como PSA, ultrassom, urofluxometria e cistoscopia, conforme o seu plano.

Por que o número de implantes muda o preço?
Cada implante tem custo. Próstatas maiores ou mais longas precisam de mais implantes.

Existe alternativa coberta pelo convênio?
Sim, a RTU. Ela desobstrui de forma mais completa, mas costuma causar ejaculação retrógrada e tem recuperação mais longa.

Referências

  1. Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Resolução Normativa nº 465/2021 e atualizações: Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde.
  2. Brasil. Lei nº 14.454, de 21 de setembro de 2022.
  3. Supremo Tribunal Federal. ADI 7265: critérios para cobertura de tratamentos fora do rol da ANS. 2025.
  4. Roehrborn CG, et al. The prostatic urethral lift for the treatment of lower urinary tract symptoms associated with prostate enlargement due to BPH: the L.I.F.T. Study. J Urol. 2013;190(6):2161-2167.
  5. Roehrborn CG, et al. Five year results of the prospective randomized controlled prostatic urethral L.I.F.T. study. Can J Urol. 2017;24(3):8802-8813.

Sobre o autor

Dr. Alexandre Sato é urologista em São Paulo (CRM-SP 146.210 · RQE 61330). Dedica-se às doenças da próstata, com atuação nos tratamentos minimamente invasivos da hiperplasia prostática benigna (UroLift, Rezum e HoLEP), na cirurgia robótica e na terapia focal do câncer de próstata (HIFU).

Na consulta, ele apresenta as opções cobertas e as particulares lado a lado, com benefícios, limites e custos, para que cada paciente decida com clareza. Atende na Vila Clementino, em São Paulo.

Agende sua avaliação

Quer saber se o UroLift é indicado para você e qual seria o orçamento no seu caso? Agende uma consulta. A avaliação define a indicação, o número de implantes e as alternativas cobertas pelo seu plano.

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Dr. Alexandre Sato

Médico Urologista em São Paulo - SP

Dr. Alexandre Sato é médico urologista, com formação na Santa Casa de São Paulo e Fellowships em Cálculos Renais e Oncologia Urológica, incluindo Cirurgia Robótica na Duke University. Certificado pela Intuitive para Cirurgia Robótica e Proctor nessa área, ele atua em sua clínica privada e nos melhores hospitais de São Paulo - SP. Membro de sociedades urológicas e revisor do Brazilian Journal of Urology, Dr. Alexandre Sato é comprometido com a excelência e constante atualização na área.


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CRM-SP: 146.210 - RQE: 61330
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