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10 perguntas para fazer ao urologista antes do HoLEP.

Você recebeu a indicação do HoLEP — ou está pesquisando sobre o procedimento — e agora precisa escolher um urologista e tomar a decisão de operar. É um momento que gera muitas dúvidas, alguma ansiedade, e a sensação de que falta informação para decidir com segurança.

Este guia existe para mudar isso. As 10 perguntas abaixo não são apenas checklist burocrático — elas revelam aspectos críticos sobre a experiência do cirurgião, sobre o seu caso específico e sobre o que você vai viver na recuperação. Responderei cada uma delas como faço em consulta, e incluirei também minha própria resposta para que você tenha um parâmetro de comparação.

1 - Quantos HoLEPs você já realizou?

Esta é, de longe, a pergunta mais importante — e a mais raramente feita. O HoLEP é uma das cirurgias urológicas com maior curva de aprendizado: os primeiros 50 casos são marcados por tempo cirúrgico mais longo, maior chance de sangramento e resultados menos previsíveis. A partir de 100 casos, o cirurgião começa a dominar as variações anatômicas da próstata. Com 200 ou mais, os resultados se tornam consistentemente excelentes independentemente do tamanho ou complexidade.

Pergunte também: "Você realizou HoLEPs em próstatas do tamanho da minha?" — porque a técnica para uma próstata de 40g é diferente da utilizada em uma de 150g.

Sinal de alerta
Se o urologista não souber dizer o número de casos com precisão, ou responder com algo como "já fiz bastante" sem quantificar, considere buscar uma segunda opinião.
 
Minha resposta — Dr. Alexandre Sato

Já realizei 250 procedimentos de HoLEP, incluindo casos com próstatas de grande volume. Opero no Hospital Alemão Oswaldo Cruz e no Hospital Nove de Julho, ambos com equipamento de laser de holmium dedicado e equipe experiente em cirurgia endourológica. 

 

2 - O HoLEP é realmente indicado para o meu caso?

 

O HoLEP é eficaz para próstatas de qualquer tamanho — esta é uma das suas maiores vantagens sobre a RTU de próstata (limitada a próstatas menores) e o Rezum (melhor para próstatas de até 80g). Mas "qualquer tamanho" não significa "qualquer paciente". Há condições clínicas que modificam a indicação ou o planejamento.

Pergunte também: "Existe alguma característica do meu caso que aumenta o risco ou que faria você preferir outra técnica?" Esta pergunta é especialmente relevante se você usa anticoagulantes, tem histórico de cirurgia pélvica prévia, infecção urinária ativa ou condições cardíacas que complicam a anestesia.

Minha resposta — Dr. Alexandre Sato

A indicação cirúrgica é sempre individualizada. Avalio o volume prostático no ultrassom, o IPSS (escore de sintomas), o resíduo pós-miccional, o resultado do PSA e as condições clínicas gerais. Em pacientes com próstatas acima de 80g com obstrução significativa, o HoLEP costuma ser minha primeira indicação. Para próstatas menores com lóbulo médio preservado e paciente jovem interessado em manter a ejaculação, posso discutir o Rezum como alternativa. Não existe indicação única para todos.

3 - Quais exames preciso fazer antes da cirurgia?

 

O preparo pré-operatório do HoLEP envolve uma série de exames para garantir que a cirurgia seja segura e para planejar o procedimento. Saber quais são esses exames — e por que cada um importa — ajuda você a entender o processo e a se preparar com antecedência.

Os exames habitualmente solicitados incluem: ultrassonografia prostática transretal ou suprapúbica (para medir o volume da próstata e avaliar o lobo médio e resíduo pós miccional), urofluxometria livre, PSA sérico, urina tipo 1 com urocultura, hemograma completo, coagulograma, avaliação cardiológica pré-anestésica e, em casos selecionados, urodinâmica ou ressonância magnética.

Pergunte também: "Preciso fazer ressonância magnética antes?" Na maioria dos casos, a resposta é não — o ultrassom e o PSA são suficientes. A ressonância pode ser solicitada em casos de dúvida diagnóstica ou próstatas muito volumosas.

Minha resposta — Dr. Alexandre Sato

Solicito rotineiramente ultrassom prostático, urofluxometria, PSA, urina e avaliação cardiológica. Em casos de PSA elevado sem diagnóstico de câncer estabelecido, posso indicar ressonância multiparamétrica ou biópsia antes de prosseguir com a cirurgia de HPB — porque é possível que câncer e HPB coexistam, e o planejamento muda conforme o diagnóstico.

 

4 - Preciso parar algum medicamento antes da cirurgia?

 

Esta pergunta é crítica, especialmente para pacientes cardiopatas ou com histórico de trombose que usam anticoagulantes ou antiagregantes. Suspender esses medicamentos sem orientação adequada traz risco de eventos cardiovasculares; mantê-los sem avaliação pode aumentar o sangramento cirúrgico.

Medicamentos que frequentemente precisam ser ajustados ou suspensos: warfarina, rivaroxabana, apixabana, dabigatrana, aspirina, clopidogrel, ticagrelor. Informe também o uso de fitoterápicos como ginkgo biloba e ômega-3 em doses elevadas, que têm efeito antiagregante. Suplementos de vitamina E em doses altas também merecem atenção.

Uma vantagem importante do HoLEP: por ter sangramento significativamente menor que a RTU, ele é frequentemente realizado mesmo em pacientes anticoagulados — mas com planejamento adequado, em articulação com o cardiologista.

Nunca faça por conta própria
Não suspenda nenhum medicamento cardiovascular sem orientação do seu cardiologista ou do urologista. A decisão envolve equilíbrio de riscos que precisa ser individualizado.
 

5 - Em qual hospital a cirurgia será realizada?

 

O hospital importa mais do que parece. O HoLEP requer equipamento de laser de holmium específico, com potência adequada para o volume prostático a ser tratado. Não é todo hospital que tem esse equipamento — e mesmo os que têm podem não utilizá-lo com frequência suficiente para manter a equipe treinada.

Além do equipamento, verifique: o hospital tem UTI disponível caso ocorra alguma complicação? Qual é a experiência da equipe de anestesia com cirurgias endourológicas? Existe suporte para casos de retenção urinária pós-operatória?

Minha resposta — Dr. Alexandre Sato

Realizo o HoLEP no Hospital Alemão Oswaldo Cruz e no Hospital Nove de Julho, ambos com plataforma de laser de holmium dedicada, equipe de anestesia experiente e estrutura completa para manejo de qualquer intercorrência. Também tenho credenciamento no Hospital Sírio-Libanês e no Albert Einstein para casos específicos.

 

6 - O que acontecerá com minha ereção e ejaculação?

 

Esta é a dúvida mais comum — e a mais mal respondida. Muitos médicos a tratam superficialmente, deixando o paciente com informações incompletas ou falsas. A resposta honesta tem duas partes distintas.

Ereção: o HoLEP tem impacto mínimo ou nulo na função erétil. Os nervos responsáveis pela ereção ficam fora da zona de atuação do laser — eles estão na cápsula externa da próstata e ao redor dela, que é exatamente a estrutura preservada durante a enucleação. Pacientes com boa função erétil antes da cirurgia geralmente mantêm essa função após o HoLEP.

Ejaculação: a ejaculação retrógrada — também chamada de orgasmo seco — é esperada na maioria dos pacientes após o HoLEP. Isso acontece porque a remoção do adenoma abre o colo vesical, permitindo que o sêmen vá para a bexiga em vez de sair pela uretra durante o orgasmo. O prazer e a sensação de clímax são preservados. O sêmen é eliminado depois com a urina, sem qualquer risco à saúde.

Se você tem menos de 50 anos ou a preservação da ejaculação é uma prioridade, discuta com o urologista se o Rezum pode ser uma alternativa para o seu caso — essa técnica preserva a ejaculação em mais de 90% dos pacientes, embora com eficácia e durabilidade menores que o HoLEP

 

7 - Quanto tempo ficarei com sonda e internado?

 

Uma das maiores vantagens do HoLEP em relação à cirurgia aberta e à RTU tradicional é exatamente a brevidade da internação e do uso de sonda. Na maioria dos casos, a sonda é retirada nas primeiras 24 horas após o procedimento — muitas vezes antes da alta — e o paciente já vai para casa urinando normalmente.

A internação habitual é de 1 dia. Casos com próstatas muito grandes ou comorbidades significativas podem requerer 2 dias. Em centros de alto volume com técnica bem estabelecida, alguns pacientes recebem alta no mesmo dia — mas isso depende de avaliação individualizada.

Pergunte também: "Em quais situações a internação pode ser prolongada?" Isso ajuda a planejar a logística prática: quem vai te buscar, se precisa de cuidador em casa nos primeiros dias, quanto tempo de afastamento do trabalho reservar.

 

8 - Qual é o risco de incontinência urinária?

 

A incontinência urinária permanente após o HoLEP é rara — ocorre em menos de 1 a 2% dos casos em centros com boa experiência. Porém, a incontinência urinária transitória (temporária) é mais comum, especialmente nas primeiras semanas após a cirurgia. Isso acontece porque o esfíncter urinário externo, que assume o controle da continência após a remoção do adenoma, precisa de um período de adaptação.

Na prática, muitos pacientes relatam algum grau de urgência urinária e escape de pequenas quantidades de urina nas primeiras 4 a 8 semanas. Esse quadro melhora progressivamente e, aos 6 meses, 98% dos pacientes estão com continência total.

Exercícios de Kegel (contração da musculatura pélvica) iniciados antes da cirurgia podem reduzir o tempo de recuperação da continência. Pergunte ao urologista se ele recomenda fisioterapia pélvica no pré-operatório.

Fator de risco importante
Pacientes com bexiga hiperativa pré-existente, cirurgias pélvicas anteriores ou radioterapia prévia têm risco maior de incontinência transitória. Informe esses dados ao urologista antes de qualquer decisão.
 
 

9 - Quando poderei voltar ao trabalho e à atividade física?

 

A recuperação do HoLEP é notavelmente mais rápida do que a das cirurgias tradicionais para próstata — e isso influencia diretamente o planejamento prático do paciente. A resposta, porém, depende do tipo de trabalho e de atividade física.

Trabalho sedentário (escritório, home office): retorno possível em 3 a 5 dias, desde que não haja desconforto significativo e o paciente não precise dirigir longas distâncias.

Trabalho com esforço físico (carga, movimento intenso): aguardar 3 a 4 semanas para evitar aumento da pressão abdominal que pode causar sangramento.

Caminhada leve: liberada após a alta hospitalar.

Musculação, corrida, ciclismo: aguardar 4 a 6 semanas, com progressão gradual.

Atividade sexual: habitualmente liberada após 4 semanas, quando a cicatrização interna da loja prostática está mais avançada.

 

10 - A próstata pode voltar a crescer depois do HoLEP?

 

Esta é frequentemente a última dúvida — e uma das mais relevantes para quem está avaliando o custo-benefício da cirurgia. A resposta depende de entender o que o HoLEP remove e o que deixa.

O HoLEP remove o adenoma prostático — a parte interna da próstata que cresce e causa obstrução. O que permanece é a cápsula prostática (a "casca" externa) e uma camada mínima de tecido glandular. Essa cápsula teoricamente pode produzir algum crescimento ao longo de décadas, mas em quantidade tão pequena que raramente causa sintomas obstrutivos novamente.

Os dados de longo prazo confirmam isso: estudos com seguimento de até 18 anos mostram taxa de reoperação inferior a 1 a 2%. Em comparação, a RTU de próstata tem taxa de reoperação em torno de 7% em 10 anos, e o Rezum em torno de 5% em 5 anos.

Uma ressalva importante: o HoLEP não protege contra câncer de próstata. O tecido da cápsula que permanece ainda pode desenvolver câncer. Por isso, o rastreamento anual com PSA e toque retal deve continuar mesmo após o procedimento.

Minha resposta — Dr. Alexandre Sato

Costumo dizer aos pacientes que o HoLEP é o tratamento mais definitivo disponível para a HPB. Não é uma promessa de que nunca haverá recidiva — porque a biologia é imprevisível — mas é a técnica com o menor risco documentado de precisar de nova cirurgia. Para a grande maioria dos meus pacientes, o HoLEP resolve o problema de uma vez por todas.

 

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Dr. Alexandre Sato
 
Urologista · CRM-SP 146.210 · RQE 61330
Fellowship em oncologia urológica e cirurgia robótica pela Duke University (EUA). Proctor certificado em cirurgia robótica (Intuitive Surgical). Membro da AUA, EAU e SBU. Revisor do Brazilian Journal of Urology. Atende no Hospital Alemão Oswaldo Cruz e Hospital Nove de Julho, São Paulo

 


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Dr. Alexandre Sato

Médico Urologista em São Paulo - SP

A Begin Clinic é uma clínica especializada em tratamentos de reprodução assistida na cidade de São Paulo - SP. Também atendemos pacientes de outras cidades e estados em todo Brasil e exterior, que buscam por tratamentos de excelência, com médicos especialistas em congelamento de óvulos.


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