Próstata aumentada tem solução sem cirurgia tradicional: conheça o Rezum, o UroLift e o Echolaser
Acordar várias vezes à noite para urinar, jato fraco, sensação de que a bexiga nunca esvazia por completo. Esses sintomas têm nome: Hiperplasia Benigna da Próstata (HPB), o famoso aumento benigno da próstata. A boa notícia é que hoje existem alternativas à raspagem de próstata que permitem voltar à rotina em poucos dias e preservar a vida sexual.
Neste artigo, explico como funcionam os tratamentos minimamente invasivos (MISTs) para próstata aumentada, para quem eles são indicados e quais são seus limites.
Quando os remédios para próstata deixam de ser suficientes
O primeiro passo no tratamento da HPB costuma ser a medicação, com remédios como tansulosina, doxazosina, finasterida e dutasterida. Eles funcionam bem para muitos homens, mas têm efeitos colaterais que pesam no dia a dia:
- diminuição da libido;
- disfunção erétil;
- ejaculação retrógrada (o sêmen deixa de sair na ejaculação).
Quando o paciente não melhora com os remédios, não tolera os efeitos colaterais ou já apresenta complicações, a cirurgia entra na conversa. Até poucos anos atrás, as opções eram as clássicas: RTU (a raspagem), green laser, HoLEP ou cirurgia robótica. Hoje, um grupo de pacientes pode se beneficiar de técnicas bem menos invasivas.
O que são os MISTs e por que eles mudaram o tratamento da HPB
MIST é a sigla em inglês para Minimally Invasive Surgical Treatments, ou tratamentos cirúrgicos minimamente invasivos. As principais vantagens são:
- procedimento rápido, de 30 a 40 minutos em média;
- alta no mesmo dia, em regime ambulatorial;
- retorno precoce às atividades do dia a dia;
- preservação da ejaculação na grande maioria dos casos, um efeito colateral comum tanto dos remédios quanto das cirurgias tradicionais;
- sem impacto relevante na ereção ou na libido.
Rezum: o vapor d'água que reduz a próstata
No Rezum, o urologista acessa a próstata pelo canal da uretra, sem cortes, e aplica vapor d'água em alta temperatura no tecido prostático. Com o tempo, esse tecido é absorvido pelo organismo, a próstata diminui e o canal da urina se abre.
- Sonda: permanece por cerca de 5 a 7 dias.
- Quando a melhora aparece: em torno do 3º mês, com resultado completo por volta do 6º mês.
- Retorno às atividades: em cerca de 5 a 7 dias, incluindo a atividade sexual.
- Durabilidade: taxa de retratamento de aproximadamente 5% em 5 anos.
- Ejaculação: boa ou excelente preservação.
UroLift: abrir o canal sem retirar tecido
O UroLift é uma espécie de “grampeamento” da próstata. Também pela uretra, são colocados pequenos implantes que afastam os lobos da próstata e abrem o canal, como quem prende uma cortina. Não há destruição de tecido.
- Resultado mais imediato: o fluxo melhora logo após o procedimento.
- Sonda: na maioria das vezes o paciente vai para casa sem sonda.
- Retorno às atividades: em menos de 5 dias, em geral.
- Ejaculação: excelente taxa de preservação.
Echolaser (laser transperineal): ablação guiada por ultrassom
No Echolaser, ou laser transperineal (TPLA), fibras de laser são introduzidas pelo períneo, a região entre o escroto e o ânus, guiadas por ultrassom. O laser faz a ablação de parte do tecido da próstata de forma minimamente invasiva.
- Alta: no mesmo dia, com sonda por um período.
- Quando a melhora aparece: de forma gradual, porque o tecido tratado leva um tempo para ser absorvido.
- Ejaculação: boa preservação.
Rezum, UroLift ou Echolaser: qual a diferença?
|
|
Rezum |
UroLift |
Echolaser |
|---|---|---|---|
|
Como age |
Vapor d'água reduz o tecido |
Implantes abrem o canal |
Laser faz ablação do tecido |
|
Acesso |
Uretra |
Uretra |
Períneo |
|
Sonda |
5 a 7 dias |
Geralmente sem sonda |
Por alguns dias |
|
Melhora do jato |
Gradual (3 a 6 meses) |
Imediata |
Gradual |
|
Retorno à rotina |
5 a 7 dias |
Menos de 5 dias |
Poucos dias |
|
Preservação da ejaculação |
Boa a excelente |
Excelente |
Boa |
|
Internação |
Mesmo dia |
Mesmo dia |
Mesmo dia |
Quem é candidato aos tratamentos minimamente invasivos?
Os MISTs não servem para todo homem com próstata aumentada. A indicação depende principalmente do tamanho da próstata e do grau de obstrução.
Costumam ser bons candidatos:
- homens com sintomas urinários que não querem os efeitos colaterais dos remédios;
- pacientes que usam medicação e desejam parar de tomá-la;
- quem valoriza a preservação da ejaculação e o retorno rápido à rotina;
- próstatas de até 60 a 80 gramas, em geral (o Echolaser permite volumes um pouco maiores, mas não acima de cerca de 100 gramas).
Geralmente precisam de cirurgia desobstrutiva tradicional (como o HoLEP):
- pacientes que já usam sonda;
- quem tem cálculo (pedra) na bexiga;
- pacientes com resíduo de urina elevado na bexiga após urinar;
- próstatas muito volumosas.
Por isso, a escolha da técnica precisa ser individualizada, com base em exames como ultrassom, avaliação do fluxo urinário e, quando necessário, outros testes.
Quer saber se você é candidato ao Rezum, ao UroLift ou ao Echolaser? Agende uma avaliação com o Dr. Alexandre Sato e descubra a opção mais adequada para o seu caso.
Perguntas frequentes
Rezum e UroLift são cirurgias? São procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos, feitos pela uretra, sem cortes na pele, com duração de 30 a 40 minutos e alta no mesmo dia.
Esses tratamentos afetam a ereção? Não há impacto relevante na ereção ou na libido. A preservação da ejaculação é justamente um dos grandes diferenciais em relação às cirurgias tradicionais.
Em quanto tempo volto a trabalhar? Em geral, em menos de 5 dias após o UroLift e entre 5 e 7 dias após o Rezum, a depender da atividade.
Posso parar os remédios da próstata depois do procedimento? Esse é um dos principais objetivos dos MISTs. A decisão é tomada com o urologista, conforme a evolução de cada paciente.
Qual técnica é melhor? Não existe uma técnica melhor para todos. Tamanho e formato da próstata, sintomas, exames e prioridades de cada homem definem a indicação.
Conclusão
Ter próstata aumentada não significa, necessariamente, conviver com remédios para sempre ou passar por uma cirurgia de grande porte. Para o paciente certo, Rezum, UroLift e Echolaser oferecem alívio dos sintomas com recuperação rápida e preservação da vida sexual. Como realizo HoLEP, Rezum e UroLift, consigo indicar a técnica pelo que o seu caso pede, e não pelo que está disponível.
Dê o primeiro passo. Agende sua consulta no consultório na Vila Clementino, em São Paulo, e converse sobre o tratamento ideal para a sua próstata.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica. Converse com seu urologista para definir o tratamento mais adequado para o seu caso.
Biografia do autor
Dr. Alexandre Sato — Urologista | CRM-SP 146.210 | RQE 61330
Urologista em São Paulo, com fellowship em cálculo renal pela Faculdade de Medicina do ABC e fellowship em uro-oncologia e cirurgia robótica pela Duke University, nos Estados Unidos. Atua no tratamento da próstata aumentada com as principais técnicas disponíveis, incluindo HoLEP, Rezum e UroLift, o que permite indicar o procedimento pelas necessidades de cada paciente. Opera em hospitais de referência como o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Hospital Nove de Julho, Hospital Albert Einstein.
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Dr. Alexandre Sato
Médico Urologista em São Paulo - SP
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